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:: Um longa sem a essência de Tim Burton

Trabalhar sob pressão não é bom para ninguém. O prejuízo pode chegar a grandes proporções, pois o resultado deste trabalho pode ser totalmente diferente das expectativas que provoca no público. Tim Burton, diretor importante e genial acabou mostrando que também pode fraquejar na questão êxito cinematográfico. Após tanto burburinho Alice no País das Maravilhas chegou aos cinemas brasileiros e não mostrou tudo o que prometia (considere trailers, imagens e tantas otras cositas que foram espalhadas pela internet), ou que, pelo menos, deu a entender que traria grande inovação aos filmes em 3D.

Não digo que a nova produção de Burton seja um fracasso, mas caiu na mesmice das outras produções em 3D: mil e um efeitos em uma história insossa (ou jogada de escanteio?). Nesse quesito Alice no País das Maravilhas, Avatar e Premonição 4 estão no mesmo patamar. Todos não tem um roteiro forte e envolvente e, por fim, pecam ao ignorar, por várias vezes a história que deu origem ao longa.

Nesta adaptação de textos do escritor Lewis Carroll, tudo começa quando Alice (Mia Wasikowska), aos 19 anos, vai a uma festa e é pedida em casamento diante de muitos convidados da alta sociedade. Confusa, ela pede um tempo para pensar e, causa maior espanto quando, no auge de sua indecisão, sai correndo e deixa o “quase noivo”. Calma! Ela não corre sem motivos. Ela procura desesperadamente pelo coelho branco que passou pelos jardins da festa. É claro que o inevitável acontece: ela cai em um buraco e chega ao País das Maravilhas.

Leia a crítica na íntegra em http://www.resenhando.com/set/s23910-alice-no-pais-das-maravilhas.htm

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14/05/2010 Posted by | Em cartaz, Mais cultura | Deixe um comentário

:: Uma força obscura sempre à espreita nos bastidores

Aguardado no mundo todo, Economia Bandida chega ao Brasil após lançamentos de sucesso na América do Norte e Central, Europa e Ásia. Nele, Loretta Napoleoni disseca a extensa rede de ilegalidade existente no planeta – da indústria do sexo na Europa Oriental à rede chinesa de pornografia online, passando pela comercialização do Viagra e pelo tráfico de diamantes na África.

“Os governos ocidentais, que aceitaram a proposta norte-americana de admitir a China na Organização Mundial do Comércio, estão no centro de nossa foto. Essa decisão se deu numa época em que a maioria das organizações de direitos humanos denunciava o aterrador currículo do governo de Pequim nessa matéria. Mas sua responsabilidade vai muito além. Embora a mídia acuse regularmente a Rússia e a China de fornecerem medicamentos falsificados, até hoje nenhuma medida disciplinar ou sanção das Nações Unidas foi imposta contra elas; graças à frágil legislação de proteção de patentes, a Rússia fornece cerca de 30% dos medicamentos falsificados de todo o mundo. Índia e Brasil estão também entre os maiores produtores globais de medicamentos falsificados e não sofreram qualquer retaliação internacional. Os países industrializados continuam desinteressados dessa indústria bandida porque as mortes resultantes do uso de medicamentos falsificados ocorrem primordialmente no mundo em desenvolvimento. De acordo com o Grupo de Trabalho Internacional Antifalsificação de Produtos Médicos (IMPACT, na sigla em inglês), organização criada pela OMS em 2006, a proporção de remédios falsificados que circulam no mundo industrializado é crescente, mas não passa de 1% do total, contra 70% em países como a Nigéria. Os países industrializados estão mais preocupados em bloquear, dentro de suas fronteiras, as vendas pela Internet de fármacos falsificados do gênero ‘estilo de vida’, ou seja, produtos como o Viagra, do que em impedir o comércio global de medicamentos falsificados.”        
 

No livro, a economista e jornalista mostra que o mundo está passando por transformações drásticas e complexas promovidas pela economia bandida, denominação criada pela própria autora. Seus argumentos baseiam-se em documentos e depoimentos de nichos variados: executivos de Nova York, prostitutas russas, cafetões búlgaros, funcionários de necrotérios ingleses, dentre outros. Tudo aliado à sua experiência como economista internacional.
 

Desde a primeira página, Napoleoni mostra que o boom da economia bandida ocorreu no momento em que a democracia se espalhou no mundo, apontando a queda do Muro de Berlim como o ponto de partida. Ela analisa o lado negro do capitalismo: a ilegalidade na relação entre países ao buscar o lucro máximo, e as atividades terroristas ao redor do globo terrestre.

Alguns dos números comprovados pela autora são estarrecedores: um terço dos peixes consumidos na Inglaterra é ilegalmente pescado; 27 milhões de escravos ao redor do planeta geram lucros anuais de 31 bilhões de dólares para diversos países; após o 11 de setembro, 80% de 1,5 trilhão de dólares obtidos por meio de negociações ilegais são lavados nos Estados Unidos.

Um livro oportuno e chocante sobre a transformação do mundo moderno pela ação de forças econômicas e políticas que aprisionam a população num mundo de fantasia – a matrix do mercado. A autora mostra que a economia bandida não é um fenômeno excepcional, mas endêmico, uma força obscura sempre à espreita nos bastidores.

Loretta Napoleoni nasceu em 1955, em Roma. É economista e jornalista, trabalhou para grandes bancos e organizações financeiras. Especialista em financiamento ao terrorismo, ficou mundialmente conhecida por ter calculado o tamanho da economia do terror. Seu primeiro livro, sucesso de vendas, chama-se Terror inC.: Tracing the Money Behind Global Terrorism.
 

Economia Bandida
(Rogue Economics)

Loretta Napoleoni

Tradução de Pedro Jorgensen Jr.  

Editora Difel – selo editorial da Bertrand Brasil

350 páginas

Preço: R$ 42,00

ISBN: 9788574321059

01/05/2010 Posted by | Lançamentos editoriais | Deixe um comentário