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:: Longa traz elenco de qualidade, mas decepciona por trama fraca

Por: Daniel Romano

Em março de 2011

Enredo não convence, apesar de trazer elenco de primeira. Saiba mais do longa Homens em Fúria!

O filme Homens em Fúria, do diretor John Curran, começa bem, fazendo o público pensar sobre o direito que temos de julgar os outros. Senti aversão ao personagem principal logo no início da trama. Que moral tem um homem que comete chantagem com a própria mulher para que ela não o abandone? Como ele pode avaliar e julgar alguém? Esse tema tinha tudo para obter um roteiro bem elaborado. Não foi o caso.

Tudo citado acima, apenas faz parte da primeira cena, que chega a ter cinco ou dez minutos de duração. No decorrer da trama, só nos deparamos com um detento tentando convencer um agente de condicional a antecipar sua saída da prisão. E o moço não está sozinho, ele conta com a ajuda e sensualidade de sua bela esposa. Mas a história não emplaca, não há surpresas. Não tem jogada de cena, rítmo, nada. Uma mesmice entediante.

Leia a crítica do longa na íntegra em http://www.resenhando.com/set/s25911-Homens-em-furia.htm

24/03/2011 Posted by | Resenhas | Deixe um comentário

:: Crítica ferrenha ao sistema dá mais força a suspense protagonizado por Ryan Reynolds

95 minutos de pura tensão. Saiba mais de Enterrado Vivo!

Para quem é fã de filmes que deixam os nervos à flor da pele,Enterrado Vivo é a melhor pedida entre os lançamentos do gênero suspense. Não há dúvida, o longa dirigido por Rodrigo Cortés é realmente claustrofóbico, angustiante e muito intenso. Tais palavras não são força de expressão. O filme é mesmo de tirar o fôlego!

A história do longa estrelado por Ryan Reynolds tem como cenário o interior de um caixão sob a terra. E só. Tudo acontece nesta rústica caixa de madeira. Inicialmente, no escuro (total), é possível escutar o motorista de caminhão, Paul Conroy, ofegante, que após alguns segundos encontra um isqueiro. A partir do momento em que se faz a luz, os olhares apavorantes de Paul permitem que o público tenha uma ideia da dimensão do problema que viverá junto ao protagonista nos próximos 90 minutos.

Após conseguir tirar a mordaça e desamarrar as mãos, um celular, em árabe, toca. É então, que o pavor (contagiante) de Conroy aumenta. Afinal, o que querem de um simples motorista da CRT que trabalhava no Iraque para os norte-americanos? Eis que a pergunta sobre o real motivo de Paul ter sido enterrado vivo ganha forma, enquanto que a ameaça de morte se torna cada vez mais real e próxima de se concretizar.

Crítica na íntegra em

01/03/2011 Posted by | Mais cultura, Resenhas | Deixe um comentário

:: Protagonismos alternativos, criações radicais

Por: Helder Miranda

Em outubro de 2010

Mídia Radical: Excelente livro de John D. H. Downing mostra como e porquê todos podem ser protagonistas hoje, e como fizeram isso no passado – em um panorama que faz uma releitura de nossa trajetória ao longo dos tempos. Sem esses “caldeirões”, segundo o autor, haveria estagnação e, consequentemente, o fim da história. Saiba mais!

Pablo Picasso afirmou que a criação da beleza não pretende ser apenas um agrado aos olhos, mas uma arma de guerra. Tal declaração joga uma luz sobre o conceito dos movimentos de contracultura, ideologicamente libertários, criados para opor a esfera hegemônica da indústria cultural, econômica, ou dos meios militares, com alguma intervenção crítica às posições dominantes, definidos como mídia radical.

Caso a contracultura, segundo definição do dicionário “Houaiss”, signifique “subcultura que rejeita e questiona valores e práticas da cultura dominante da qual faz parte”, para o ensaísta norte-americano John D.H. Downing, autor de “‘Mídia Radical – Rebeldia nas Comunicações e Movimentos Sociais” (Senac) ações de resistência e sobrevivência pelas mídias alternativas, as radicais, ganharam força a partir de uma infinidade de movimentos contra a hegemonia. Num mundo cada vez mais globalizado, sobretudo pelo papel da difusão da internet, e segmentado pelas diferenças, essas ações estão potencializadas.

Desde que o mundo é mundo, ações de contestação sempre existiram. No século XVI, Cipriano Barata, um dos mais atuantes jornalistas políticos do Primeiro Reinado, marcou as páginas da história brasileira com seu próprio jornal, “Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco”, em que hostilizava o governo imperial de Dom Pedro I e posicionava-se a favor das ideias republicanas e da autonomia das províncias.

A lógica desse processo pode ser aplicada no dia a dia: quando há uma percepção de que valores começam a se esvair, muitas pessoas que se opõem usam a comunicação para se expressarem. Inserem-se, nesse contexto, as rádios livres, o teatro de rua, as canções populares, o grafite que pode ser conferido a céu aberto, fotografias como forma de expressão, as mídias têxteis – como o vestuário, o rock de garagem, cartuns satíricos, a pornografia política, vídeos caseiros, internet, e até o corpo, com tatuagens. Imprescindível, mesmo, é que essas ações com perspectivas locais – que muitas vezes alcançam projeção nacional e até mundial – aborde necessidades que nem sempre estão na agenda das grandes corporações de comunicação e também apoio e conquiste solidariedade da população para construir uma rede contrária às políticas públicas.

 

Leia a resenha na íntegra em http://www.resenhando.com/resenhas/r27710-Midia-Radical.htm

13/10/2010 Posted by | Resenhas | Deixe um comentário

:: Acesso a livros para pessoas com deficiência é facilitado

MinC está com editais abertos para a produção de livros acessíveis e também para adequar bibliotecas públicas a pessoas com deficiência.

            Pessoas com deficiência poderão ter seu direito ao acesso ao livre facilitado. O Ministério da Cultura está com dois editais abertos voltados tanto para a produção de livros quanto à adequação de bibliotecas para receber estas pessoas. Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pelo MinC, indicou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem serviço voltado a pessoas com deficiência.  As inscrições para o Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas Públicas encerram-se no próximo dia 15 de julho.  Já as inscrições para o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível acabam dia 22 de julho.

O Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas Públicas vai beneficiar 300 bibliotecas públicas, com investimento de R$ 30,6 milhões para a modernização dos equipamentos, a instalação dos espaços em distritos, bairros periféricos ou zonas rurais e a adequação do local às pessoas com deficiências. São três formas de participação e a categoria III é voltada para a questão da acessibilidade. Nesta categoria, o MinC apoiará a biblioteca pública – municipal ou estadual – com até R$ 85 mil. Serão apoiadas 30 iniciativas, que poderão usar o recurso para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a portadores de deficiências; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sócio-cultural.

Já o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível irá destinar R$ 1 milhão para projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, ou seja, livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado (voz humana ou sintetizada). As três categorias deste edital são voltadas para a acessibilidade e abrangem infraestrutura de produção de livros em formato acessível; produção e distribuição de livros em formato acessível e capacitação e difusão em livros em formato acessível.

De acordo com dados do IBGE (Censo 2000), o Brasil tem 2,5 milhões de pessoas cegas ou com deficiência visual severa.

            “A democratização do acesso ao livro passa também pela necessidade de oferta de formatos acessíveis. Por isso que os editais do Ministério da Cultura, na área de livro e leitura, têm contemplado esta questão”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura da Secretaria de Articulação Institucional do MinC, Fabiano dos Santos Piúba.

     Os editais completos encontram-se no site: www.cultura.gov.br

25/06/2010 Posted by | Resenhas | Deixe um comentário

:: Três pretendentes para a cigana Esmeralda

Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa 3.0, histórias em quadrinhos (HQs) são desenhos em sequência, inicialmente sobre cartão e depois em papel ou afim, em preto ou em cores, para fins caricaturais ou humorísticos de amplo espectro de percepção e aceitação [Foi inicialmente destinado à publicação em periódicos e, em seguida, aproveitado para uma sequência narrativa de base visual em filmes animados, ou histórias em quadrinhos.

A coleção quadrinhos da Companhia Editora Nacional traz a história adaptada de O Corcunda de Notre Dame em HQ. Atraente aos jovens, o livro permite que o leitor conheça ou recapitule a “criação” de Victor Hugo, mesmo que reduzida, porém muito bem ilustrada. Na história sobre três formas de amar uma Esmeralda, tudo começa quando, em festa, o povo de Notre Dame busca o “Papa dos Tolos”, a pessoa que fizer a careta mais feia.

É neste momento, aos 16 anos, que Quasímodo é apresentado. De cabelo arrepiado, um enorme olho inchado e o crânio deformado, ele que foi abandonado ainda bebê e criado secretamente na catedral, consegue divertir o público. Resultado: O dono “do rosto mais repulsivo” é coroado com o chapéu de bobo da corte. Durante a procissão do “Papa dos Tolos”, para acabar com a alegria do povo, o arquidiácono Claude Frollo, por meio de linguagem de sinais, tira Quasímodo de cena e leva-o para a catedral de Notre Dame.

Texto na íntegra em http://www.resenhando.com/resenhas/r27109-o-corcunda-de-notre-dame.htm

15/01/2010 Posted by | Lançamentos editoriais, Resenhas | 2 Comentários

:: O encontro perfeito da leitura e da criatividade

Por: Mary Ellen Farias dos Santos

Em outubro de 2009

 

 

Usar a criatividade para inventar inúmeras combinações de um gato jamais visto. Saiba mais de Se um gato for…, de Marcelo Cipis!

 
Um livro que desperta sensivelmente o interesse e a imaginação do leitor mirim ao prazer da criação. Se um gato for…, escrito e ilustrado por Marcelo Cipis faz uso de uma boa dose de humor aliada a desenhos de visual estimulantes em cores chamativas. Com seu traço característico, Cipis trabalha a palavra junto a formas e a cores que aguçam o sentido do pequeno leitor para combinações inusitadas.

Se um gato for… convida o leitor mirim para uma viagem ao universo da criação, da invenção, da transformação. Ao aceitar o convite, este mergulha por inteiro no universo em que tudo é possível, onde tudo, por mais estranho que pareça, sempre é permitido. Assim, surge a oportunidade de combinar o impossível com o possível.

A partir destas combinações, o leitor consegue criar gatos e mais gatos, um totalmente diferente do outro. Nesta variedade, é possível encontrar um gato dividido que pode se desmontar e até um gato de vidro que pode se quebrar. No entanto, todo cuidado é pouco, pois “se um gato for de pano… ele pode se rasgar”, ou quem sabe, “se um gato for redondo… ele pode se enrolar”.

Confira a resenha na íntegra em http://www.resenhando.com/

20/10/2009 Posted by | Resenhas | 4 Comentários

:: Em busca do desconhecido

Por: Cadorno Teles

Em outubro de 2009

 

Os Desbravadores – Uma história mundial da exploração da Terra: Maravilhoso, por mesclar a curiosidade e a ansiedade desses homens numa narrativa vivida de um livro de História. Saiba mais!

 
A humanidade possui duas grandes histórias, a primeira é a do longo processo que fez as sociedades divergirem, se separarem e se diferenciarem em diversas culturas, desconhecidas umas das outras. A segunda, de maneira bem mais curta, é do processo contrário, o de convergência, em que houve o contato das culturas diferentes, comungaram e copiaram seus modos de vida e “se tornaram novamente mais parecidos entre si”. A ideia de a História da civilização possuir essas duas etapas, orientada em direções contrárias é abordada pelo professor inglês Felipe Fernández-Arnesto no seu livro Os Desbravadores: Uma história mundial da exploração da Terra (Pathfindrs: a global history of exploration, tradução de Donaldson M. Garschagen). Um fascinante e rigoroso relato, que elucida a arrebatadora vontade humana de explorar, do prazer de ser o primeiro, e analisa como as sucessivas explorações e descobrimentos ao longo da história transformaram a imagem do mundo que vivemos.
 
Fernández-Arnesto, catedrático de História mundial e meio-ambiente na Universidade de Londres, é um dos poucos estudiosos que podem discorrer sobre o assunto. Também como professor de Oxford, editor do The Times Atlas of Word Exploration, autor de livros como Milênio (Record, 1999) e Então você pensa que é humano – Uma breve história da humanidade (Cia das Letras, 2007), o inglês tem profundidade de entendimento para fazer justiça a um tema tão formidável.

Quem nunca sonhou com as aventuras que Marco Pólo, Cristóvão Colombo, Vasco da Gama, capitão Cook e tantos outros? Temos ainda hoje um fascínio pelos aventureiros exploradores que impulsionados por seus autointeresses tiveram surpreendentes implicações no curso da história com suas jornadas por terras mares desconhecidos. Sem falar dos Indiana Jones que a ficção criou e trouxe para nossa realidade e para nosso deleite.

Leia a resenha na íntegra em www.resenhando.com

19/10/2009 Posted by | Resenhas | 1 Comentário

:: Engraçadinha é eterna

Por: Helder Miranda

Em outubro de 2009

 
Releitura: O que esperar de um livro que se relê 13 anos depois? Engraçadinha, de Nelson Rodrigues, pode superar as suas expectativas!

Intrigante reler um livro depois de muito tempo. Assustador, ao mesmo tempo. Não sei se porque 13 anos depois, quase a idade com que li o livro a primeira vez, aos 14, sou outro, ou porque Asfalto Selvagem – Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados, que reúne em um só exemplar as duas partes do folhetim, relançado em uma impecável edição da Agir, continua exercendo o mesmo fascínio.

Explico: quando li a obra pela primeira vez, entre a minha casa e as carteiras do primeiro colegial, conheci, sobre um primeiro olhar, quem era Engraçadinha. Enigmática, talvez seja a personagem que sintetize toda a essência da obra do controverso autor, que vem sendo republicado pela Agir com edições que remetem a um merecido reconhecimento.

 

Confira a resenha na íntegra no site cultural Resenhando.com em www.resenhando.com

15/10/2009 Posted by | Resenhas | 1 Comentário

:: Saga de amor vampiresca protagonizada por coadjuvante

Por: Mary Ellen Farias dos Santos
Em outubro de 2009

 

A separação de Bella e Edward dá brilho ao personagem Jacob Black. Saiba mais de Lua Nova, de Stephenie Meyer!

 

“Eu sabia que nós dois corríamos um risco mortal.
Ainda assim, naquele instante, eu me senti bem. Inteira.
Pude sentir meu coração batendo no peito, o sangue pulsando quente e rápido por minhas veias de novo.
Meus pulmões encheram-se do doce aroma que vinha de pele dele.
Era como ser nunca tivesse havido um buraco em meu peito.
Eu estava perfeita – não curada, mas como se nunca tivesse havido ferida.”

 

Uma Isabella Swan tão envelhecida quanto a própria avó, morta há seis anos. Sonho ou realidade? Pesadelo ou miragem? Lua Nova, segundo volume da quadrilogia Crepúsculo, de Stephenie Meyer, não é tão revolucionário e envolvente quanto o seu livro antecessor. Ao mergulhar o leitor no desagradável sofrimento de Bella por Edward, Meyer perde o fio da meada e desinteressa o leitor. No entanto, quando as reviravoltas da história ficam por conta de Jacob Black, tudo ganha mais fôlego. Resultado: casal de protagonistas jogados de escanteio e co-adjuvante roubando a cena.

Em Lua Nova, Bella completa 18 anos. Embora esta seja uma data abominável para a mocinha, a família Cullen, faz questão de celebrar tal acontecimento com uma festa especial. Contudo, ao abrir o presente de Edward e Alice, Bella passa o dedo sob a beira do papel e acaba se cortando. Jasper, o mais novo “vegetariano” dos Cullen, não resiste e parte para cima da mocinha indefesa. Não há dúvidas de que a festa acaba neste exato momento, até porque tudo fica espalhado pela sala decorada, o bolo, os presentes, as flores e os pratos.

Ao colocar Bella em perigo (novamente), Edward e sua família resolvem partir. Com a separação de Bella e Edward Lua Nova perde totalmente o ritmo. Em uma narração arrastada, o leitor vai fundo com Bella em seus sentimentos depressivos a respeito do amor não correspondido por Edward. Após quatro meses de fossa, ela ganha duas motos velhas. Sem pensar, as leva para a casa de seu amigo Jacob Black, de La Push. Devendo tantos favores para Jacob -o moço ficou incumbido de consertá-las-, Bella acaba aproximando-se demais dele e chega a ficar levemente balançada por ele. Em contrapartida, a voz de Edward não a deixa em paz, toda vez que ela se envolve em situações de risco.

Eis que Jacob, personagem secundário da história, acaba comandando as cenas mais importantes, principalmente após sofrer uma mutação: transforma-se em lobisomem. Desta forma, a ação e o ritmo voltam à narrativa. Enquanto que Jacob precisa manter a salvo o seu segredo (o de ser um lobisomem), os vampiros maus voltam a rodear Bella. Neste meio tempo, na ansiedade de ouvir a voz de Edward, Bella decide pular de um penhasco e quase se afoga. Por esse motivo, Alice Cullen tem uma visão sem final feliz com Bella e volta para Forks na esperança de boas notícias da amiga. Sem saber de detalhes do ocorrido, Edward acredita que algo muito pior tenha acontecido com a sua amada e parte para a Itália.

Enfim, Lua Nova, não é tudo o que poderia ser. Afinal, seria bem melhor caso, Edward não tivesse sumido por tanto tempo da história e Bella não ficasse tão insossa e depressiva! Contudo, a história resgata o leitor com todas as garras (literalmente) quando o personagem de Jacob mostra o seu verdadeiro eu, o que esbarra em atitudes inesperadas e momentos de pura tensão. De fato, é Jacob quem esquenta a história morna de Bella e Edward. Não deixe de conferir!

 

Mais detalhes em http://www.resenhando.com/resenhas/r25909-lua-nova.htm

12/10/2009 Posted by | Resenhas | 7 Comentários

:: Em meio a lirismo e brutalidade, Velho Oeste protagoniza histórias tristes

Por: Helder Miranda

 

O Velho Oeste sem estereótipos: Contos da autora de O Segredo de Brokeback Mountain mostram região dos Estados Unidos de forma intensa, arrebatada e devastadora. Saiba mais de Curto Alcance!

 

 

O Meio-Oeste americano, com toda a sua beleza e brutalidade, não é apenas o cenário de Curto Alcance (Intrínseca), da premiada, e no Brasil ainda um tanto desconhecida, autora Annie Proulx. No livro, o local representa muito mais isso, ofuscando o protagonismo das personagens que compõem os 11 contos que se sucedem no decorrer do livro, finalizado pelo conhecidíssimo, depois do filme, O Segredo de Brockeback Mountain – talvez a cereja do bolo, guardada para o final.

Os contos são povoados por ranchos e caubóis, que enfrentam um lugar com um clima impiedoso, castigado por vento, poeira, chuva e neve durante todo o ano. Neles, a mistura de ficção com fatos cotidianos, pitorescos, sobrenaturais e bizarros formam uma narrativa crua e, ao mesmo tempo, lírica e brutal. Há, neles, homens frustrados e atormentados pela infância, famílias desestruturadas e mulheres às voltas com o machismo.

No livro, não está o mesmo Velho Oeste retratado nos filmes que mostravam a troca de tiros entre mocinhos e bandidos, algumas vezes representados por índios yankees. Longe de qualquer estereótipo, ou imagem formada na infância, o mérito do é justamente esse: o de mostrar pessoas de carne e osso que lutam para sobreviver, isoladas, com seus conflitos e aflições, alegrias e tristezas, em uma região isolada do interior dos Estados Unidos, onde o sonho americano parece ser impossível.

Esses personagens, tão verossímeis que chegam a parecer reais, são mostrados com certo distanciamento, uma frieza que dá margem a um sentimento de piedade e, às vezes, de repulsa a determinado personagem, sem que isso seja calculado, ou forçado, pela autora. As personagens são o que são, e o leitor fica livre para gostar delas, ou não. Daí o arrebatamento.

O que todas têm em comum? Vamos recapitular: são histórias de caubóis durões, desiludidos com a vida, rancheiros falidos que heroicamente aguentam as privações do lugar, famílias destituídas de expectativas, rudes, sobrevivendo em uma inóspita região, esquecidos pelo mundo tecnológico. Pois bem: a paisagem é determinante na sequência de contos, a hostilidade da natureza dá o tom das relações e dos sentimentos, o clima adverso gera cenários exuberantes que se contrapõem às emoções contidas… O presente é sobreposto pelo passado, e a rudeza do ambiente parece imprimir um lacre maldito no futuro. Resta a essas personagens, apenas, uma desesperança compartilhada.

Prêmios: Além de O Segredo de Brokeback Mountain, que conquistou o prêmio O. Henry de melhor conto do ano (Estados Unidos, 1998), outros contos de Curto Alcance têm uma trajetória bem-sucedida na literatura. Em 1999, Annie Proulx voltou a ganhar o prêmio O. Henry com o conto Num Lamaçal. A Rês Semi-Esfolada, o conto de abertura do livro, foi incluída pelo escritor John Updike na antologia Os Melhores Contos Americanos do Século
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Livro: Curto Alcance
Título original: Close range – Wyoming Stories
Autora: Annie Proulx
340 páginas
Ano: 2007
Tradução: Adalgisa Campos da Silva
Editora: Intrínseca

08/10/2009 Posted by | Resenhas | 2 Comentários

:: A vida de Mozart em quatro volumes

A vida romanceada de um dos maiores gênios da História e os laços secretos que uniam Mozart à franco-maçonaria. Saiba mais da coleção Mozart!

 

Nesta saga inédita o autor do sucesso editorial Ramsés, Christian Jacq, narra a aventura espiritual e a vida secreta de uma grande personalidade artística: Mozart. No primeiro volume é revelado que, com apenas sete anos, Wolfgang Amadeus Mozart não só já havia feito longas viagens, mas também se apresentara em Praga, Viena e Frankfurt. Uma criança a frente de seu tempo, Mozart compunha com a intenção de “descobrir as notas que se atraem”.

A série Mozart retrata, em forma de romances históricos, a aventura espiritual e a vida de um dos maiores gênios da História. A coleção que totaliza quatro volumes (Mozart: O Grande Mago; Mozart: O filho da luz; Mozart: O irmão do fogo; Mozart: O amado de Ísis) leva o leitor a uma jornada eletrizante na vida do maior compositor de todos os tempos. Uma aula de cultura e erudição, contada no tom certo que consegue ser fascinante e acessível.

AUTOR: Desde os 13 anos, quando o então jovem francês Christian Jacq definiu sua vocação e decidiu que seria escritor, Mozart faz parte de seu universo. Ouvindo suas composições e estudando o Egito Antigo, descobriu o quanto essas duas forças da arte estavam conectadas.

 

Mais informações no site cultural Resenhando.com (www.resenhando.com)

01/10/2009 Posted by | Resenhas | Deixe um comentário

:: Suzana: O eu-poético feminino de Nelson Rodrigues

Minha Vida

Minha Vida

Por: Helder Moraes Miranda

 

 

Personagem de si mesmo, Nelson Rodrigues nos presenteia com a autobiografia no pseudônimo Suzana Flag, a misteriosa mulher que havia escrito os folhetins anteriores: Meu Destino é Pecar e Escravas do Amor (em 1944), os quais fizeram grande sucesso.

Tanto que Suzana virou celebridade nacional, recebendo cartas de homens apaixonados (até mesmo de presidiários). Poucos sabiam que a verdadeira Suzana Flag se barbeava com “Gilette”. O alter-ego da personagem era o polêmico escritor que refugiava no pseudônimo feminino para fugir da censura que imperava na época.

Ao contar a história mirabolante da “pobre” escritora, Nelson descreve detalhes da própria vida, como as tragédias que presenciou na juventude. No folhetim mais ousado (porque não?) de Suzana Flag, ele difundiu as idéias mais polêmicas que, até então, eram apresentadas somente em suas peças teatrais. A verdadeira face da “escritora” começa a ser esboçada.

Nunca uma autobiografia de um personagem refletiu tanto o autor. Afinal, como Suzana estava contando a própria vida, tinha a liberdade de contar apenas a verdade nada mais que isto, embora o pseudônimo confesse no início de romance a tentação de criar em cima dos fatos. Essa foi a única menção à escrita de Suzana Flag. Na obra, se tratando de uma “autobiografia” romanceada de uma escritora, ficou faltando explorar mais o assunto.

Era impossível que os leitores acreditassem no que liam. Antes de morrer, a mãe de Suzana lhe roga uma praga: “Você há de encontrar o homem que vai te fazer…”, antes de terminar a frase ela morre, para o alívio da filha, assombrada.

Pouco tempo depois, o pai se mata com um tiro na cabeça, nenhuma mulher da família gosta da personagem principal. Todas a consideram uma biscate, como a mãe, e não é raro uma delas dizer: “Você não pode ver rapaz!” Para complicar a situação, Suzana quer vingar a morte dos pais, casando-se com o suposto amante da mãe (Jorge), o qual “teria” causado toda a tragédia no lar.

O que a mocinha não espera é que o seu tio Aristeu, odiado pela calculista avó, planeja levá-la junto com a sua família e a do noivo para uma ilha perdida, em que não há regras e as únicas leis são ditadas por ele. Lá Suzana irá ficar dividida entre três homens: Jorge, Aristeu e Cláudio, melhor amigo do próprio tio. No entanto, a personagem acaba envolvida em uma trama diabólica. Bom para quem quer sentir novamente, ou pela primeira vez, o delicioso sabor de uma época perdida e marcada pela inocência.

 

Livro: Minha Vida
Autora: Suzana Flag (Nelson Rodrigues)
238 páginas
Editora: Companhia das Letras
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20/09/2009 Posted by | Resenhas | 1 Comentário

:: O amigo que guia o homem para o caminho certo

 Lorna e seu grande amigo de quatro patas. Conheça a história de Donnie! Um dia com um cão-guia, de Vicky Ramos!

 

Capa do livro Donnie! Um dia com um cão-guia...

Capa do livro Donnie! Um dia com um cão-guia...

Para a maioria da população os cães são grandes amigos. Fiéis e dedicados, os cachorros sempre conquistam o carinho e afeto do ser humano. Na obra de Vicky Ramos, Donnie! Um dia com um cão-guia… (“O ouvido que ouve, e o olho que vê”), publicada pela Editora Global, conhecemos o poder e cumplicidade na relação entre homem e animal.

Lorna é uma professora especial que sempre está na companhia de seu grande amigo, Donnie. Juntos, durante o dia, eles andam pelas ruas, entram no ônibus, vão para a escola, fazem novas amizades e reencontram velhos conhecidos. Atividades normais, não é mesmo? Mas não para todo ser humano, inclusive para Lorna que é deficiente visual. O cachorro Donnie, com sua coleira de trabalho, precisa de concentração para seguir as instruções de sua amiga Lorna, durante o caminho para a escola.

Assim, o cão adestrado para guiar cegos, torna a vida de Lorna mais bela, dando-lhe total liberdade ao desempenhar papéis importantes e conviver em sociedade. Entre as atividades que Donnie realiza ao lado de sua dona, uma delas é a de auxiliá-la todos os dias até a escola onde trabalha e a trazê-la de volta para casa com segurança. Contudo, é em casa que, após um dia de trabalho, Donnie brinca e dorme em meio ao silêncio da noite… durante conhecida canção de amizade canina que fala: Auuuu!

20/08/2009 Posted by | Resenhas | Deixe um comentário

:: Uma viagem fabulosa a um universo fantástico

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Capa: A Árvore dos Desejos

A criatividade surpreendente mergulhada em um universo fantástico. Tudo criado pela mente incrível do escritor americano William Faulkner. Ok, vou trocar em miúdos e tentar cortar os elogios excessivos à novela infanto-juvenil em questão e único do autor. O lançamento infantil da Cosac Naify, A Árvore dos Desejos, de William Faulkner conta uma história intrincada que envolve o leitor (de todas as idades) com total propriedade.

Nesta história conhecemos Dulcie, uma garota que, mesmo dormindo, sente-se emergir do sono, tal e qual um balão. Para preservar a magia da aventura vivida no dia do seu aniversário, a garotinha, mesmo acordada, permanece deitada e de olhos fechados. Assim, Dulcie, tenta lembrar do dia anterior, quando conheceu Maurice, um garoto estranho, de rosto feio, mirrado e cabelo vermelho reluzente, que usava um casaco de veludo preto, meias e sapatos vermelhos e que carregava uma enorme sacola para livros.

Assim, no dia do aniversário de Dulcie tudo é diferente. Ao começar quando ela afasta as cobertas e pula da cama e está totalmente arrumada: de sapatos e meias, e com o vestido novo azul-claro, que tinha uma fita da cor de seus olhos. Pronta para celebrar “o seu dia” em clima de muita aventura, a garotinha segue o menino misterioso com Alice (babá), Dicky (irmão) e George (vizinho), quando “encontram” com um velhinho que sabe muito bem qual é o caminho até a árvore dos desejos. Desta forma, as crianças seguem rumo ao desconhecido por meio de charretes e pôneis mansinhos. Tudo isso tirado de dentro da magra sacola de Maurice.

Confira o texto na íntegra em http://www.resenhando.com/resenhas/r25309-a-arvore-desejos.htm

13/08/2009 Posted by | Resenhas | Deixe um comentário